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quarta-feira, 15 de março de 2017

Trans ganha direito de retirar os seios por plano de saúde


Plano negava cirurgia, mas agora tem 5 dias para autorizar procedimento.

Por: G1BRASILTwitter
Há mais de dois anos, um homem transexual, de 29 anos, entrou na Justiça para conseguir uma cirurgia de mastectomia, conhecida como retirada dos seios, pelo plano de saúde. O processo se arrastava desde 2014, mas finalmente a juíza Adalgiza Viana de Santana de Araguaína, norte do Tocantins, reconheceu o direito. A determinação é que o plano autorize o procedimento num prazo de cinco dias, a contar desta terça-feira (14).
O trans, que pediu para não ter o nome revelado, comçou em 2014 o tratamento hormonal, procedimento coberto pelo plano de saúde. Mas não conseguiu fazer a cirurgia. Para ter o direito, ele precisou procurar a Justiça com a ajuda da Defensoria Pública do Estato.
Ele conta que o processo de aceitação foi longo e que a falta de informação sobre transexualidade foi um dos maiores obstáculos. "Eu não tinha conhecimento nenhum sobre essa possibilidade. Tudo o que eu sabia é que eu era uma pessoa diferente. Um menino crescendo no corpo de uma menina, mas não sabia dar um nome para isso", conta.
"Era muito difícil quando eu era criança e a minha identidade começou a se esboçar. Até pra explicar pra minha família o que eu era, precisei buscar o conhecimento antes, porque eu não sabia", contou. "Hoje nós somos unidos e temos muito amor" diz satisfeito.
A juíza ordenou a cirurgia e alegou que a mastectomia deve ser feita pois está prevista no rol de cobertura obrigatória. “Não só a mastectomia está diretamente ligada ao procedimento 'mudança de sexo', mas sim todo o processo preliminar e preparatório, no qual se incluem, a psicoterapia e a hormonioterapia".
Apesar disso, o entendimento do plano de saúde é de que se tratava apenas de uma cirurgia plástica. "É um plano que eu pago. Se eu fosse entrar na fila do SUS para essa cirurgia teria que ficar na fila de espera. O tempo médio de espera é de 20 anos hoje, não tem condições de esperar tanto", conta o rapaz.
O plano de saúde ainda pode recorrer da decisão.

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