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domingo, 23 de abril de 2017

Eleição hoje na França tem cenário indefinido

Mundo 23/04/2017 - Quatro candidatos disputam a chance de chegar ao segundo turno
Foto: Marine Le Pen (Frente Nacional), François Fillon (Os Republicanos), Emmanuel Macron (En Marche), Ben
A França realiza neste domingo o primeiro turno de sua eleição presidencial. A corrida eleitoral foi marcada por algumas reviravoltas e também pela incerteza nesta reta final. Quatro candidatos aparecem nas pesquisas com chances reais de seguir para o segundo turno, mas dois deles representam extremos do espectro político e geram cautela nos mercados. Além disso, haverá mais um teste importante para os institutos de pesquisa, que falharam em votações importantes recentes, o que contribui para a insegurança sobre o que pode acontecer na abertura das urnas.

A pesquisa mais recente, realizada pelo instituto Ipsos, aponta para vitória do centrista Emmanuel Macron (24%) e da candidata de extrema-direita, Marine Le Pen (22%), no primeiro turno. François Fillon, de direita, tem 19%, mesmo porcentual do esquerdista Jean-Luc Mélenchon. Diversas outras pesquisas realizadas nos últimos dias mostram resultados semelhantes, colocando os quatro candidatos tecnicamente empatados no primeiro turno. Considerando uma disputa em segundo turno entre Macron e Le Pen, as pesquisas indicam vitória de Macron com alguma folga. 

Os primeiros números da apuração devem começar a ser divulgados por volta das 20h (horário local) do próximo domingo, com o resultado final esperado nas primeiras horas de segunda-feira. O Tribunal Constitucional tem prazo limite até 20h (horário local) da quarta-feira (26/4) para fazer o anúncio oficial do resultado final.

A julgar por exemplos recentes, é preciso ter cautela. A maioria dos institutos errou em votações cruciais recentes, como a eleição de Donald Trump à presidência dos EUA e a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, o chamado Brexit. Esses dois episódios políticos, aliás, provocaram os movimentos mais acentuados nos mercados financeiros em 2016. Analistas do HSBC ressaltam em relatório que a indecisão entre os eleitores franceses ainda é surpreendentemente alta, o que sugere que as mudanças de última hora no voto não podem ser descartadas. “Com apenas duas semanas antes da primeira rodada, 36% dos eleitores entrevistados disseram que nenhum candidato está atendendo suas expectativas e 14% das pessoas vão decidir o seu voto no último minuto”, observam analistas do banco.



REVIRAVOLTAS 



Inicialmente, François Fillon, do Republicanos, aparecia como favorito na disputa. Com o surgimento de denúncias agora investigadas de que teria dado empregos fantasmas para sua esposa e filhos quando era deputado, o direitista perdeu fôlego e viu Marine Le Pen, da Frente Nacional, e Macron, do En Marche, ganharem espaço. Nas últimas semanas, Mélenchon, do movimento França Insubmissa, surgiu como um quarto elemento, aproximando-se dos rivais.

Le Pen e Mélenchon são críticos da zona do euro. A candidata de extrema-direita ameaça convocar um plebiscito sobre a saída da França da região da moeda comum, enquanto Mélenchon diz que poderia prosseguir, mas que teria de haver mudanças no grupo, com maior ênfase no crescimento econômico e na geração de empregos. Um segundo turno entre Le Pen e Mélenchon é visto como o pior cenário para os mercados e provocaria pressão sobre o euro e uma maior demanda por ativos mais seguros, como Treasuries, iene e ouro.

Analistas do Julius Baer apontam que, apesar da melhora de Mélenchon nas pesquisas, o cenário mais provável continua a ser um segundo turno entre Le Pen e Macron, com vantagem convincente para o centrista na disputa com a candidata de extrema-direita. Como argumento para reduzir as tensões, o banco suíço lembra que nos casos de Trump e do Brexit as pesquisas apontavam um panorama disputado, enquanto agora Le Pen aparece bem atrás dos rivais no provável segundo turno. Mesmo no caso de uma vitória dela, o Parlamento resistiria a apoiar um plebiscito de saída da UE. Ainda que a presidente conseguisse usar uma brecha para impor a votação, as pesquisas mostram que mais de 70% dos franceses desejam seguir no bloco. Le Pen descreveu recentemente o euro como uma “faca nas costelas” do povo francês, mas a maioria parece não concordar com a avaliação.

Uma vitória de Macron, apontado como amigável aos negócios, deve dar algum suporte ao euro, mas os analistas veem isso como temporário. Já uma vitória de Le Pen ou Mélenchon pressionaria o euro em detrimento do iene e também do franco suíço, com a maior busca por segurança. O Julius Baer aponta ainda que, nas bolsas, uma tendência de vitória de Macron poderia beneficiar Paris, com a volta de investidores internacionais ao mercado, enquanto um triunfo de Le Pen pressionaria os mercados da zona do euro.
Agência Estado

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