segunda-feira, 3 de abril de 2017

Paixão Marudaense: tudo o que você precisa saber sobre caranguejos

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Foto Internet - carangueijo
As diversas espécies são sucesso na gastronomia e compõem a mesma família, mas possuem comportamento e habitat bem distintos

Ele tem cerca de 180 milhões de anos de idade, milhares de espécies e é um dos frutos do mar mais apreciados Brasil afora. Talvez essa seja uma boa apresentação para o caranguejo. O decápode (crustáceo com 10 patas) se divide em inúmeras variações, de comportamentos e habitats bem diferentes – assim como sabores, diga-se. Eles estão distribuídos em toda a costa brasileira, sobretudo no Espírito Santo, Sergipe e Bahia. Em Pernambuco, ocupam majoritariamente as regiões próximas aos recifes de corais, por proporcionarem abrigo e proteção de forma eficaz.

O caranguejo está presente no imaginário popular (e no prato), mas aqueles que são considerados seus “primos”, são, na verdade, de um grande grupo. O professor do departamento de oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jesser Fidelis, esclarece que o termo abrange cerca de 7 mil espécies de crustáceos no mundo. “Eles apresentam um corpo composto basicamente por uma carapaça dura, o abdômen reduzido e total ou parcialmente dobrado sobre o cefalotórax (estrutura que funde a cabeça e o tórax), além de cinco pares de patas”, explica.

De modo geral, a maior parte deles pode ser encontrada no mar, mas também são verificados em ambientes de água doce ou terrestres – o melhor habitat é, simplesmente, aquele que está “disponível”. No ambiente marinho, ocupam desde sedimentos, vivendo sobre, parcial ou totalmente enterrados, até cavidades presentes nos fundos rochosos. “Algumas espécies, como o caranguejo uçá (Ucides cordatus) e o guaiamum (Cardisoma guanhumi), são herbívoras e se alimentam de folhas das árvores dos manguezais. Outras podem ser carnívoras, adotando estratégias de caça, que incluem pequenos invertebrados, peixes ou até filhotes de tartaruga”, aponta. Ainda há outras classificações quanto a sua alimentação, como os carniceiros (restos de comida), os onívoros (carne e vegetais) e os detritívoros (partículas alimentares depositadas sobre os sedimentos).

Geralmente, caranguejos se reproduzem de maneira sexuada. Algumas fêmeas desse grupo liberam sinais químicos na água para atrair os machos, que disputam quem é o mais forte, num processo denominado corte.

As fêmeas produzem facilmente entre 300 mil e 700 mil ovos. Após período de incubação, os ovos eclodem e começa o processo de “andada”, quando os recém-nascidos se dirigem até a água.


CARANGUEJO COM PIRÃO
12 caranguejos vivos
2 cebolas médias
1/2 pimentão verde
1 tomate grande
Cebolinha e coentro a gosto
Sal a gosto
1 garrafa pequena de leite de coco (pode ser light)
1 colher (chá) cheia de molho de mostarda
3 colheres cheias de extrato de tomate
Farinha de mandioca



MODO DE PREPARO
Com cuidado limpe os caranguejos com uma escova pequena, com ajuda de uma vela, queime os pelos
Bata no liquidificador a cebola, o pimentão, o tomate, a cebolinha, a mostarda e o extrato de tomate com um copo (americano) de água
Reserve
Em uma panela grande coloque os caranguejos com água para dar a 1ª fervida
Antes de ferver, quando os caranguejos já não se mexerem mais, desligue o fogo e jogue essa água fora
Coloque - os no fogo novamente, agora acrescentando o molho do liquidificador que está reservado e o sal, em fogo alto
Quando começar a ferver baixe o fogo
Após 15 a 20 minutos de fervura coloque o leite de coco e espere mais 10 minutos
PIRÃO:

Em uma panela coloque uma quantidade do molho do caranguejo
Com o fogo baixo coloque a farinha de mandioca, aos poucos, mexendo sempre
Quando a farinha mudar de cor e ficar toda uniforme está pronto
Sirva quente, excelente acompanhamento de bebidas


diariodepernambuco
tudogostoso


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