sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mesmo após decisão do STJ, advogada condenada por tráfico de drogas deve continuar presa

Advogada foi condenada a 18 anos de prisão por associação para o tráfico de drogas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Advogada foi condenada a 18 anos de prisão por associação para o tráfico de drogas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Tocantins - No momento em que juiz foi dar cumprimento à sentença, verificou que há um novo mandado de prisão contra ela por porte ilegal de armas, segundo o TJ.

A advogada Elza da Silva Leite, 32 anos, condenada a 18 anos de prisão por tráfico de drogas, falsidade ideológia e lavagem de dinheiro em Araguaína, norte do Tocantins, deve continuar presa no 2º Batalhão da Polícia Militar na cidade. Nesta terça-feira (9), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu prisão domiciliar à condenada. Mas, há um novo mandado de prisão contra ela, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça.
Conforme o TJ, o juiz Antonio Dantas de Oliveira Junior, da 2ª Vara Criminal e Execuções Penais de Araguaína, chegou a fixar condições de prisão domicilar, mas o alvará de soltura, expedido pelo juiz plantonista Herisberto e Silva Furtado Caldas, não foi cumprido por existir outro mandado de prisão contra ela em outro processo penal, porte ilegal de armas.
Decisão STJ
A decisão do STJ foi dada na última terça-feira pela 5ª turma do STJ, após a defesa de Elza entrar com um pedido de habeas corpus em novembro do ano passado, antes mesmo de ela ser condenada. Na decisão, o STJ negou o pedido de soltura, mas determinou a prisão domiciliar.
Entenda
A advogada foi presa em junho do ano passado em Araguaína suspeita de favorecer detentos do presídio Barra da Grota. Elza da Silva Leite foi capturada pelos policiais quando atendia um cliente na unidade. A prisão fez parte da operação Fênix. No total, os policais civis cumpriram 12 mandados contra suspeitos de integrar organização criminosa especializada em tráfico de drogas.
A advogada foi levada para a delegacia para prestar esclarecimentos. Durante o tempo em que ficou no local, demonstrou tranquilidade e negou todas as acusações. "Eu não devo nada, eu tenho uma consciência tranquila e limpa de que nunca cometi crime nenhum, muito menos estes a que são atribuídos a mim".

G1

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