terça-feira, 26 de setembro de 2017

Botijão de gás sofre o sexto reajuste no Estado

Foto: Divulgação
PARÁ - Alta de 6,9%, determinada pela Petrobras, vale desde a zero hora de hoje.

O Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras decidiu reajustar em 6,9%, em média, os preços no mercado do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial vendido em botijões de até 13 kg (GLP P-13). A alta entrou em vigor a zero hora de hoje e se restringe a este produto.

Segundo a companhia, o ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Pela estimativa da Petrobras, se a elevação for repassada integralmente aos preços ao consumidor, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta, em média, de 2,6% ou cerca de R$ 1,55 por botijão. A empresa destacou que o cálculo se confirmará se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

De acordo com a Petrobras, para definir a correção, o Gemp considerou que o mercado de GLP ao longo do mês de agosto permaneceu pressionado por baixos estoques e que a proximidade do inverno no hemisfério Norte aumenta a demanda pelo produto, por isso, o ajuste era necessário. Conforme a estatal, o reajuste segue a variação de preços do mercado internacional registrada em agosto conforme política já anunciada pela companhia.

“Não importa mesmo se vai aumentar 1,55 ou 2 reais. Qualquer aumento impacta no dinheiro da gente que é pouco e só aumenta, a duras penas, uma vez ao ano. No entanto, aumentam água, luz, telefone, transporte em valores bem acima do que é reajustado nos salários e a gente não sabe a quem recorrer. É lógico que vai dificultar mais a vida do pobre”, diz a doméstica Cristiane Penha, 44 anos, residente no bairro da Marambaia. Segundo ela, toda vez que há notícia de aumento, seja de que produto for, isso causa grande preocupação na população de baixa renda. “O gás, todo mundo consome. Já houve meses em que se comprou um botijão por mais de 60 reais. Baixou um pouco, mas continua caro”, disse ela.

Para o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado do Pará (Sergap), Francinaldo Oliveira, esses constantes aumentos no preço do botijão de gás determinados pela Petrobras são péssimos para a saúde das empresas paraenses. Somente em Belém e zona metropolitana, há cerca de 700 postos de vendas, 2.500 em todo o Pará. “A gente já teve, com este de hoje, seis aumentos neste ano. Trabalhamos com incertezas, haja vista que não há estabilidade de preços”, afirmou o sindicalista.

Francinaldo explica que vários pontos de revenda têm fechado as portas atolados de dívidas, porque não conseguem aguentar os preços e fazer frente à grande concorrência. Só para se ter uma ideia, dentro do que foi anunciado pela Petrobras, ontem, o preço do botijão de gás, para ser competitivo e proporcionar margem de lucro aos estabelecimentos, deverá ser comercializado, no mínimo, ao preço de R$ 65,00, valor impraticável. Mas ele afirma que, embora influencie na inflação, o preço do gás não impacta diretamente nos números apresentados. 

Por: O Liberal

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