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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Primeiro-ministro do Japão anuncia eleições antecipadas

Foto: TORU HANAI / REUTERS
MUNDO - Shinzo Abe informou ainda que dissolverá a câmara baixa do Parlamento nesta quinta.
   
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta segunda-feira a antecipação de eleições legislativas, em uma tentativa de prolongar seu mandato em um contexto de forte tensão com a Coreia do Norte. Abe informou ainda que dissolverá a câmara baixa do Parlamento nesta quinta-feira.

"Dissolverei a Câmara dos Representantes em 28 de setembro", afirmou Abe, durante uma entrevista coletiva em Tóquio. A medida automaticamente provoca eleições antecipadas em um prazo máximo de 40 dias.

O primeiro-ministro disse que a decisão de fazer uma eleição rápida não distrairia o governo de responder às ameaças norte-coreanas, comprometendo-se a aumentar a pressão se Pyongyang não conseguisse travar seu desenvolvimento de mísseis e armas nucleares.

A Coréia do Norte lançou dois mísseis balísticos e testou o que provavelmente era uma bomba de hidrogênio nas últimas semanas, levando tensão ao leste asiático.

As taxas de aprovação de Abe voltaram a 50% em algumas pesquisas, ajudadas por temores públicos sobre o míssil e testes nucleares da Coreia do Norte, além do caos no opositor Partido Democrata, que tem lutado com deserções e índices de apoio de um único dígito.

As avaliações da Abe caíram para menos de 30% em algumas pesquisas em julho. Isso aconteceu por suspeitas de escândalos de favorecimento de amigos e uma percepção de que ele teria se tornado arrogante depois de mais de quatro anos no cargo.

Sua popularidade se recuperou um pouco após uma reforma do gabinete no início de agosto e, desde então, tem sido ajudada por preocupações acerca da volátil Coreia do Norte que, no último dia 15, disparou um míssil balístico sobre o Japão, em seu segundo movimento em menos de um mês.

Dado que não há necessidade de uma eleição geral até o final de 2018, uma votação antecipada poderia suscitar críticas a Abe por criar um vácuo político em um momento de crescentes tensões sobre a segurança regional.

No entanto, uma votação antecipada não apenas tiraria vantagem das desavenças do Partido Democrático, mas poderia também reduzir o desafio representado por um partido embrionário que aliados da popular governadora de Tóquio, Yuriko Koike, estão tentando formar.

Por: O Globo

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